

Sensores, foguetes, automação, programação e experimentos científicos saíram dos livros e ocuparam os corredores do Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) do Recôncavo Jonival Lucas, no município de Sapeaçu, durante a Expo Maker realizada neste mês de maio. Mais do que apresentar protótipos, a iniciativa revelou uma nova forma de aprender, na qual a Física deixa de ser apenas teoria para ganhar sentido na prática, despertando nos estudantes curiosidade científica, criatividade e interesse pela tecnologia.
O projeto “Física dos sensores” integrou conteúdos de ondulatória, eletromagnetismo, programação, eletrônica e robótica, em atividades desenvolvidas pelas turmas da 2ª e 3ª série. Com apoio do Clube de Ciência e Tecnologia SapéHáCiência, os alunos construíram sistemas automatizados com sensores de presença, postes com LDR (componente cuja resistência elétrica varia de acordo com a intensidade da luz que incide sobre ele), carrinhos movidos à força magnética e outros protótipos criados com materiais recicláveis e de baixo custo. Já os estudantes da 1ª série produziram e lançaram foguetes de garrafa PET para estudar Astronomia de maneira lúdica e investigativa.
A professora de Física, Leila Maria, explicou que a proposta nasceu da necessidade de integrar os conteúdos curriculares e aproximar os estudantes das tecnologias que fazem parte do cotidiano. “O trabalho buscou desenvolver o letramento científico e o pensamento computacional para que os alunos não apenas utilizem ferramentas digitais, mas compreendam como elas funcionam e impactam a sociedade”, destacou. A educadora ressaltou, ainda, que as formações promovidas pelo Instituto Anísio Teixeira (IAT) foram essenciais para fortalecer práticas pedagógicas mais criativas, interdisciplinares e conectadas com a realidade dos jovens.
Para a estudante Gabriela Cunha, da 2ª série do curso de Informática, a experiência mudou a maneira como muitos colegas enxergam a Física. “O projeto mostrou que a ciência vai além de números e fórmulas, criando possibilidades de pesquisa, colaboração e descoberta dentro da escola”, afirmou. Gabriela também ressaltou que atividades como esta ampliam horizontes e incentivam os estudantes a acreditarem no próprio potencial por meio do conhecimento científico.
As atividades envolveram 244 estudantes, incluindo alunos com necessidades especiais de aprendizagem, em uma construção coletiva entre professores, coordenação pedagógica e integrantes do clube de ciências. O trabalho resultou também na criação de um repositório digital desenvolvido pelos estudantes da 3ª série de Informática, através do qual os projetos serão catalogados e compartilhados. A Secretaria da Educação do Estado considera que a iniciativa reforça a potência da rede estadual ao transformar a escola em um espaço de investigação, criação e produção de conhecimento.
Fonte: Ascom/SEC
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