

Com o objetivo de valorizar a pesquisa escolar e a cultura científica na Educação Básica, o Colégio da Polícia Militar (CPM) Rômulo Galvão, em Ilhéus, realizou o II Seminário de Iniciação Científica. O evento aconteceu no auditório da Faculdade de Ilhéus, na semana passada, e reuniu estudantes do 2º e 3º ano do Ensino Médio, além de professores, equipe pedagógica, avaliadores convidados e membros da comunidade. A iniciativa faz parte da programação do Clube de Ciências da escola.
O seminário promoveu a socialização de projetos desenvolvidos ao longo da disciplina de Iniciação Científica. Neste ano, o tema "Aprendizagem, ciência e justiça social: protagonismo juvenil na construção de uma Bahia mais soberana", permitiu aos jovens mergulhar em discussões atuais, passando por temas como sustentabilidade, educação financeira, inteligência artificial e energias renováveis. Pautas como saúde, ancestralidade, inclusão social e meio ambiente também foram debatidas no encontro.
O coordenador do Clube de Ciências do CPM, Reinaldo Júnior, disse que o seminário é o momento em que os estudantes apresentam os resultados e se preparam para os desafios da universidade. “Como o destino de muitos deles é o ambiente acadêmico, o seminário de iniciação científica é um ensaio para a vida no Ensino Superior”, destacou.
Conexão com a sociedade
Durante as apresentações, os estudantes levantaram questões que evidenciam problemas reais da sociedade, buscando soluções possíveis de serem aplicadas no ambiente escolar. O público conheceu ideias de reciclagem com gamificação, geração de energia por meio de frutas cítricas e reutilização de componentes eletrônicos.
Também ganharam destaque debates sobre questões sociais e inovações, como análises sobre a população em situação de rua, aerodinâmica de foguetes, construção civil sustentável, preservação de saberes tradicionais e os limites éticos do uso da inteligência artificial.
No total, os estudantes apresentaram 18 projetos para a banca examinadora. Cada grupo teve cinco minutos para expor suas ideias com a ajuda de slides, seguidos por até três minutos de diálogo e contribuições dos avaliadores. A dinâmica favoreceu o diálogo científico, a síntese das ideias e a defesa das propostas apresentadas.
De acordo com Reinaldo Júnior, a iniciativa faz os estudantes presenciarem um novo momento na Educação. “Hoje, eles testemunham na Educação Básica o que muitos de nós não tivemos: a oportunidade de uma preparação da rotina no Ensino Superior, com direito a submissão de trabalhos, banca avaliadora e comunicação científica”, finalizou.
Fonte: Ascom/SEC
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